domingo, 21 de janeiro de 2018

Tour Down Under 2018 ( 1)


De há uns anos para cá as correntes começam a ser enroladas na Oceânia. O mesmo é dizer que a época de ciclismo se inicia na Austrália e na Nova Zelândia. Primeiro com os campeonatos nacionais, depois com algumas provas de 1 dia. E finalmente com o Tour Down Under, ou como diz a estação SIC : “ a Volta á Austrália “ apesar da prova de 6 dias se disputar apenas na região sul do pais!

O Tour Down Under é prova Word Tour por isso disputada pela elite do ciclismo mundial.

O formato manteve-se igual aos anos anteriores: umas etapas para sprinters , a subida a Willunga Hill para decidir ….e no final ganha um australiano ou alguém de uma equipa australiana . Foi tudo isso que aconteceu nesta 20ª edição.

André Greipel da Lotto Soudal foi o primeiro ciclista a ganhar no World Tour. Fechou a prova também a ganhar. O alemão, que já venceu a competição por 2 vezes em tempos em que não havia uma etapa chamada Richie Porte disfarçada de Willunga Hill , mostrou que apesar de ser um veterano na elite atual dos sprinter, consegue ainda produzir watts suficientes para cruzar metas em primeiro. Greipel é daqueles ciclistas que gostamos.
Greipel ganhou primeira e a última etapa do TDU2018
No Tour Down Under na luta do sprint , em março a puxar nos paralelos na ajuda aos companheiros Benoot ou Wellens. Muitos “Gorilas” assim são precisos. E a Lotto Soudal precisa de um Greipel ao mais alto nível. Os triunfos de Tim Wellens não chegam para a formação belga.

Quem também ganhou e mostrou que um dia ainda consegue tocar com o queixo na roda da frente foi Caleb Ewan. O pequeno australiano que dominou por completo as chegadas em 2017, não conseguiu fazê-lo nesta edição. A razão é muito simples. A concorrência foi elevada. As suas pequenas pernas e o seu jeito meio esquisito de sprintar não chegam para tudo. Caleb Ewan é bom. Certamente dará mais vitórias este ano à Mitchelton-Scott.
Caleb Ewan e o seu estilo inconfundível
 
Ele ganha todos os anos, com exceção quando é expulso por uns senhores alcoolizados, é o atual tricampeão do mundo: Peter Sagan. Todos sabemos para que objetivos apontam as estratégias de Sagan. Mas tentar ganhar sempre que corre é uma característica do ciclista da BORA – hansgrohe. Para Peter Sagan não há maldições, não há azares, nem há falhas eletrónicas. Quando não ganha não há desculpas. Apenas o reconhecimento que os adversários foram melhores.

A etapa 3 foi ganha pelo italiano Elia Viviani. Começou bem a época para o substituto de Kittel na Quick-Step Floors. Viviani tem na equipa belga aquilo que não tinha na Team Sky. Ou melhor . Ter até tinha, mas o comboio dos belgas é um TGV que deixa os seus sprinters com “ bicicleta e meia “ depois do risco da meta. Nas chegadas em sprint Elia Viviani vai dividir o protagonismo com colombiano Fernando Gaviria. A época é longa e dará para uma boa gestão como é habitual na formação liderada por Patrick Lefevere.

Já falamos da principal etapa, a chegada a Willunga Hill e já dissemos tudo. Foi a quinta vitória consecutiva de Richie Porte. Desde 2014 sempre a ganhar. Porte, depois do grave acidente no Tour de France 2017 apenas voltou a competir no final da temporada numa prova no Japão e desistiu. Está é talvez a vitória em Willung Hill mais saborosa para o ciclista da BMC.

A 20ª edição do Tour Down Under teve forte participação portuguesa. Ao todo foram 6 os ciclistas: Rui Costa, Ruben Guerreiro, Tiago Machado, José Gonçalves, Nelson Oliveira e Nuno Bico. Destaques óbvios para o excelente 9º lugar do ciclista de Pegões, Ruben Guerreiro e também para o azar de Nuno Bico com as mazelas da queda na 5ª etapa da prova. Os restantes tiveram prestações modestas. Rui Costa, na sua estreia na prova australiana , esteve na ajuda ao italiano Diego Ulissi. Falhou na etapa mais importante. A razão: o rádio transmissor que deixou de funcionar!!!!!!!!!!
Darly Impey, vencedor do TDU2018
 

 É estranho não é? Mas ainda não falamos do vencedor da prova. Daryl Impey , sul africano dos australianos da Mitchelton-Scott. Venceu a prova, mas não ganhou nenhuma etapa. Afinal não é assim tão estranho. Chris Froome fez o mesmo na sua 4ª vitória na Grande Boucle.



Boas pedaladas,
AT
Classificação Geral Tour Down Under 2018

Vencedores das Etapas Tour Down Under 2018


 



domingo, 31 de dezembro de 2017

Bidon de Ouro 2017

Para uns Marcelo. Para outros Centeno. Para alguns Salvador, mas o mais importante prémio: “Bidon de Ouro 2017 “, anualmente atribuído pelo Aguadeiro Trepador ao melhor momento de ciclismo romântico vai para…….Philippe Gilbert : Ronde Van Vlaanderen 2017

Hoje, antes das 12 badaladas ou na tarde de amanha não deixem de recordar este monumento dentro de outro.
 


Viva o Ciclismo Romântico !

Bom ano 2018!
Boas pedaladas !
AT

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Alguma coisa nao bate certo !


Correndo o risco de alguma informação recolhida não estar correta e de estarmos a cometer alguma injustiça, mas alguma coisa aqui não bate certo!
 
 
Ora então a inscrição para o novíssimo Granfondo Lisboa 2018, que pode ir dos 50 euros aos 80 euros, é mais cara que a inscrição para :
- L´Eroica ( Italia Toscana)
- ParisRoubaix Challange
-We Ride Flanders (Tour de Flandres)
É certo que cada um atribui o valor que acha JUSTO cada vez que faz uma compra, adquire um serviço ou faz uma inscrição. Também é certo que o Granfondo Lisboa “oferece “um jersey no valor de 60 euros (mas há alguém que se inscreve nestas provas por causa de mais um jersey?).
Mas uma coisa também é certa: é que a inscrição mais cara é aquela onde os participantes percorrem as ruas de Lisboa, Loures, Ericeira, Sintra e Oeiras. Sabemos bem a beleza das nossas estradas, mas nas outras alternativas, as mais baratas e apresentadas anteriormente, pedalamos pelas “estradas brancas” da Toscana, entramos a todo o gás no Trouée de Arenberg ou subimos o terrível Koppenberg.
 

Não queremos entrar em antipatriotismos primários, mas também não somos nacionalistas convictos e o nosso espirito é livre. Mas há aqui alguma coisa que não bate certo.
Afinal 80 euros são 14% do ordenado mínimo nacional.
Boas pedaladas, AT