sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Il Lombardia 2020 - a clássica das " folhas caídas " disputada em Agosto


Disputa-se hoje a última grande corrida do ano. O último dos “Monumentos”. A “clássica das folhas caídas”. As estradas sinuosas e estreitas da bonita região italiana da Lombardia irão coroar o último vencedor da temporada. 
 Ok! Isto seria o primeiro parágrafo de uma época “normal “que como sabemos não estamos a viver. O último dos Monumentos, a Il Lombardia (Giro da Lombardia) disputa-se normalmente em pleno mês de Outubro. Desta vez teremos todas aquelas estradas magnificas e paisagens deslumbrantes em época de Verão , no mês de agosto. 


Na edição 114 da “Il Lombardia” irão ser percorridos 231km que ligam a cidade histórica de Bergamo à bela Como localizada nas margens do famoso lago com o mesmo nome. 
Il Lombardia 2020 


Pelo meio uma passagem pela inesquecível Bellagio (para quem já visitou), uma subida a Madonna Ghisallo , uma meca do ciclismo mundial onde até existe um museu, o terrível Muro de Sormano e as suas rampas de 25% e por fim a subida a Civiglio e a San Fermo Battaglia e a descida perigosa para Como



A Madonna del Ghisallo é das subidas mais míticas do ciclismo mundial. Não é pela distância percorrida de ascensão nem pela média de inclinação. A Madonna del Ghisallo é um lugar de peregrinação para os ciclistas mais crentes.
A subida sempre fez parte do Giro di Lombardia e um dia o padre local propôs que a santa de Ghisallo fosse declarada padroeira dos ciclistas. E assim foi desde 1949. No cima dos 700m da Madonna del Ghisallo temos uma capela e bustos dos grandes nomes do ciclismo italiano: Alfredo Binda, Fausto Coppi, Gino Bartali e Fiorenzo Magni. 

Madonna del Ghisallo 

O santuário foi transformado numa espécie de museu. Lá podemos encontrar camisolas e até algumas bicicletas de momentos marcantes da história do ciclismo, como por exemplo, a utilizada pelo "campionissimo" Fausto Coppi na sua primeira vitória no Tour de France em 1949, fazendo pela primeira vez a dobradinha Giro-Tour. 

Museu na Madonna del Ghisallo


Giovanni Gerbi foi o primeiro vencedor do Giro da Lombardia, já falamos dele neste artigo mas quem levará para casa a mais bela roda do ciclismo mundial (troféu)? Uma coisa é certa! A ausência do campeão do mundo Mads Pedersen faz com que mais uma vez não iremos ter o jersey do arco-iris a vencer o “segundo” Monumento da temporada. Já venceram o “ Giro da Lombardia” com a camisola arco-iris: Alfredo Binda ( 1947), Tom Simpson ( 1965), Eddy Merckx (1971), Felice Gimondi (1973) depois de vencer o mais famoso dos sprints em Mundiais de Ciclismo : ver aqui , Giuseppe Saronni ( 1982), Oscar Camenzind ( 1998) e por fim o grande Paolo Bettini que em 2006 cruzou a meta em Como com as lágrimas nos olhos e os braços erguidos para o céu. Uma homenagem e dedicatória ao irmão falecido 8 dias antes num acidente de carro. 

Paolo Bettini , 2006 

Mesmo se tivesse presente, o campeão do mundo da Trek Segafredo não seria um favorito a vencer. A Il Lombardia é uma clássica para trepadores, uma corrida para homens que sobem bem, que descem razoável, mas que tenham sobretudo boas pernas e bons pulmões. Ao todo serão mais de 4000m de desnível de subida acumulada. Uma “etapa de alta montanha.” 

Remco Evenepoel 

O principal favorito a vencer é Remco Evenepoel . O jovem flemish está imparável em 2020. Sempre que correu, Evenepoel ganhou as competição: Volta a San Juan, Volta ao Algarve, Volta a Burgos e Volta a Polónia. Tudo provas por etapas, mas o jovem belga de 20 anos também sabe o que é ganhar corridas de um dia. Como todos se recordarão Remco Evenepoel deu espectáculo na Clássica de San Sebastian de 2019. Depois do que o vimos fazer na etapa rainha da Volta à Polónia, se Evenepoel atacar a corrida na Madonna del Ghisallo a cerca de 60km da meta não será surpresa nenhuma. Apenas a confirmação de uma força da natureza. Remco Evenepoel terá no português João Almeida, que está em superforma, o seu principal aliado. 

Nibali , 2017 

Além do belga, talvez poderemos colocar Vincenzo Nibali no primeiro patamar de potenciais vencedores. O tubarão de Messina já ganhou a prova por 2 ocasiões (2017 e 2015 ) e sempre com finais na cidade de Como. Se houver oportunidade Nibali irá dar uma valente dentada na concorrência.


 Favoritos a vencer:
 ***** Vincenzo Nibali, Remco Evenepoel 
**** Jakob Fuglsang, Bauke Mollema, Michael Woods 
*** Alberto Bettiol, George Bennett, Aleksandr Vlasov 
** Maximilian Schachmann, Giulio Ciccone, Richard Carapaz 
* Iván Sosa, Mikel Nieve, Fabio Aru, Valerio Conti, Ion Izagirre 

Starlist: aqui 
Percurso: aqui 
Transmissão TV: Eurosport 2 pelas 15h50m
Hastag: #IlLombardia #IlLombardia2020 #IlLombardia20

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Finalmente um Monumento - A História da "La Classicissima" Milano - Sanremo


Os Monumentos do Ciclismo começam hoje com "La Classicissima " ou “La Primavera” . Até aqui tudo normal ! Mas estamos em agosto. A Primavera já lá vai e ficou o Sars-Cov 2 ! A esta altura da temporada resta apenas um Monumento para disputar : Il Lombardia. Este ano ainda faltam as 5 grandes corridas de um dia ! 


São 305 km que ligam Milano a San Remo. Mais ou menos de Lisboa ao Porto. O mais longo dos Monumentos. Uma das provas mais longas do calendário mundial.


Quando recentemente se discutiu se a Strade Bianche já era um dos monumentos do ciclismo ou se um dia iria ser, a nossa resposta foi bastante clara. Concluímos que não! Pelo menos por agora! Está a fazer o seu percurso, mas para ser “Monumento “há um longo caminho a percorrer e muitas estórias para contar. Na Milano-San Remo esse caminho começou em 1907. A Strade Bianche ainda é uma jovem com 14 anos de idade.

Milano-SanRemo: o primeiro “Monumento”


A prova foi organizada pelo jornal desportivo “Gazeta dello Sport” e teve a distância de 288km. Estavam escritos 62 ciclistas, mas na linha de partida em Milano apenas se apresentaram 33. Mais de metade desistiu durante a prova e em San Remo apenas 14 “heróis “cruzaram a linha de meta. O francês Lucien Petit-Breton foi o mais rápido a percorrer a ligação. Nesta altura fazer 288km significavam muitas horas em cima das bicicletas e Lucien “Petit-Breton” levou 11h04m. Uma média de 26km/h. Uma grande performance para a altura. Atrás do francês chegou o seu compatriota Gustave Garrigou e em terceiro o italiano Giovanni Gerbi, o famoso “Diabo Vermelho” que já falamos aqui.
Lucien " Petit Breton" o 1º vencedor
 
Nesta época provas com distâncias elevadas não tinham apenas a vertente de competição desportiva. Eram também provas de superação da resistência humana e nalgumas vezes de sobrevivência.

Além da elevada distância as estradas eram péssimas e muitas vezes as condições meteorológicas eram dantescas. Numa das primeiras edições os ciclistas tiveram mesmo de “furar” pela neve para continuar na direção de San Remo. Aconteceu em 1910.

A edição de 1910 foi particularmente difícil. Começou pelas 6 da manhã e logo nos primeiros km os ciclistas encontraram uma tempestade de neve.


MSR 1910: " a furar a neve"


Ao chegar ao Passo de Turchino muitos ciclistas não aguentaram e voltaram para trás. Outros pediram refúgio nas casas que encontraram e depois de aquecerem o corpo recusaram-se a continuar em prova e foram diretos para casa. Depois do Passo de Turchino apenas 30 ciclistas continuaram em prova. Um deles foi Eugène Christophe que viria a ser o primeiro em San Remo. A meio da prova Christophe foi obrigado a vestir umas calças para se proteger do frio. Ao passar por Savona , o francês assumiu a liderança mas por pouco tempo. As suas calças entalaram-se na corrente da bicicleta e Christophe viu-se obrigado a pedir ajuda numa pequena localidade. Enquanto lhe cortavam as calças, libertando-o da bicicleta, o ciclista aproveitou para se alimentar abastecendo-se convenientemente para o resto da prova. Apesar do tempo perdido Christophe ganhou um novo folego e conseguiu alcançar a frente da corrida. Sem as calças e bem alimentado passou direto para a liderança e chegou a San Remo com mais de 1 hora de vantagem para o segundo classificado. A epopeia de Eugene Christophe durou 12h24m. A mais lenta das edições da Milano – San Remo. No final o francês foi hospitalizado por queimaduras nas mãos e cara. Esteve mais de um mês no hospital de San Remo e só voltou a competir passados 2 anos.
Eugene Christophe vencedor em 1910
 
Mais recentemente a neve também fez a sua aparição durante a prova. Foi em 2013. Os ciclistas não se refugiaram nas casas por onde passavam, mas sim nos autocarros e carros das suas equipas. Mas tal como em 1910 muitos já não regressaram á competição.


Nos anos seguintes a prova foi ganha pelos grandes nomes da altura: Alfredo Binda, Constante Girardengo ou Henry Pellissier.

Também a Milano San-Remo foi palco de batalha da maior e mais bonita rivalidade do ciclismo: Gino Bartali vs Fausto Coppi. A luta entre os dois não se fez apenas no Izoard (Alpes) ver aqui, ou no Tourmalet (Pirenéus ) ou noutra qualquer grande subida do Tour de France ou do Giro de Itália. Para a historia ficam também as edições da década de 40 onde os dois italianos disputavam a “Classicíssima “como se fosse a última corrida da vida. Num ano era Bartali que fugia logo no Passo de Turchino conquistando a corrida com uma longa escapada de centenas de quilómetros. No ano seguinte era a vez de Coppi pedalar com elegância e distanciar-se de Bartali acabando em San Remo com muitos minutos de vantagem. Na edição de 1946 a vantagem de Coppi era tão grande que o “Campionissimo” parou para tomar café seguindo mesmo assim destacado na frente. Entre 1940 e 1950 a corrida foi disputada nove vezes (paragem de dois anos devido à Segunda Guerra Mundial). Dessas nove edições Bartali e Coppi venceram seis.


O " famoso" café onde Coppi bebeu um café em plena MSR 1946
 
O palmarés da Milano-Sanremo é vasto e rico em nomes importantes: Eddy Merckx é o seu recordista. O Belga ganhou 7 vezes. Tambem Rik van Looy e Roger de Vlaeminck venceram a prova italiana para completar o penta dos “Monumentos “. Franscesco Moser e Laurent Fignon também tem o nome inscrito na placa do primeiro lugar, assim como Laurent Jalaber, Erik Zabel, Cancelllara, Cavendish ….

As últimas três edições da prova foram espetaculares.

Em 2017 a “ La Primavera” foi ganha pelo polaco Michał Kwiatkowski num sprint muito comentado e discutido com o francês Alaphillipe e o campeão do mundo Peter Sagan. Todos os três são dos principais favoritos a ganhar a edição 2020 da “Classicíssima”

Michał Kwiatkowski vence em 2017

No ano de 2018 foi a vez do tubarão de Messima. Vincenzo Nibali juntou ao seu vasto palmarés a Milano-SanRemo, numa vitória que ficará para sempre na memória do próprio, dos seus fãs e de todos aqueles que gostam de ciclismo espetacular. Nibali ataca no Poggio de SanRemo para ser apanhado já depois de cruzar a linha de meta na Via Roma.

Nibali 2018

E finalmente em 2019 Julian Alaphilippe venceu a prova e o seu primeiro Monumento depois de bater ao sprint um grupo reduzido de 10 elementos que se destacou no Poggio di Sanremo. 

Alaphilippe ganhou em 2019 

Milan-San Remo 2020

A edição de 2020 não deve fugir muito ao filme dos últimos anos. No entanto, o percurso é diferente .Devido à pandemia alguma localidades proibiram a passagem da caravana e do pelotao. Serão 305km , mas não haverá Passo del Turchino nem os 3 famosos Capos: Capo Mele , Capo Cerve e o Capo Berta. 
Milano - Sanremo 2020

 
Mas temos Cipressa e Poggio di Sanremo. Na Cipressa o posicionamento é fundamental pois a corrida começa a desenrolar-se a uma velocidade bastante elevada. Uma boa entrada no Poggio di Sanremo é sinonimo de sair dele numa posição bastante razoável e em condições de discutir a corrida na Via Roma. O Poggio di Sanremo com os seus 3,7km com média de 3,7% e max 8% fará a seleção dos candidatos uma vez que os restantes 5km serão em descida até entrarem no km final.

Cipressa + Poggio di SanRemo
 

 
Em 2017 foi na parte final do Poggio di Sanremo que Sagan atacou levando na roda Alaphillipe e Kwiatkowski que acabou por ser o vencedor ganhando o seu primeiro monumento. Foi também no final da subida que em 2018 Nibali ganha metros importantes ao restante pelotão para conquistar a mais bela vitória da sua carreira.

Favoritos: 
 ***** Michael Matthews, Mathieu van der Poel, Wout Van Aert
**** Julian Alaphilippe, Michal Kwiatkowski, Caleb Ewan
*** Iván García, Vincenzo Nibali, Peter Sagan, Arnaud Démare
** Sam Bennett, Fernando Gaviria, Matej Mohoric, Oliver Naesen
* Alexey Lutsenko, Nacer Bouhanni, Alexander Kristoff, Giacomo Nizzolo


Startlistaqui

Percursoaqui

Transmissão TV: Eurosport 1 pelas 14h50m

Hastag: #MSR #MSR20 #MSR2020

 

Boas pedaladas !

AT

sábado, 1 de agosto de 2020

O Regresso do World Tour : Strade Bianche 2020


Strade Bianche
 
Finalmente o regresso do World Tour !!!

Corre-se hoje a 14ª edição da Strade Bianche . Aquela prova que alguns já apelidam de clássica e que tem a particularidade de ter no percurso os famosos troços em terra batida!

O traçado é maioritariamente rural e percorre a bonita região da Toscana.

Apesar de disputada apenas desde 2007, as “estradas brancas” percorridas pelos melhores ciclista da atualidade tem muita história para contar. Além de fazer parte do dia a dia de uma zona que vive maioritariamente da agricultura e da vinha e que necessita destes estradões para chegar aos seus locais de trabalho, foram nestas estradas de terra batida que Gino Bartali “salvou “centenas de judeus italianos de cair nas mãos do regime de Roma e Berlim. A fantástica “aventura” de Bartali já foi contada no Aguadeiro Trepador Blog.
 
 

Originalmente disputada apenas por um conjunto de amantes das bicicletas , a Strade Bianche teve como primeiro nome de batismo L’ Eroica. A prova cresceu e em 2007 virou competição. A L Eroica, prova muito famosa que ainda se disputa e que tem a particularidade de limitar a inscrição a bicicletas antigas, deu lugar ao nome Monte Paschi Eroica. Teve como primeiro vencedor o russo Alexandr Kolobnev.

A prova ganhou fama e apesar de fazer parte do principal calendário da UCI apenas desde 2017 depressa cativou os principais homens especialistas em provas de um dia . Cancellara ganhou a prova três vezes e é o recordista de vitorias, Gilbert também a venceu em 2011, Moreno Moser em 2013 , Zdenek Stybar em 2015 e o polaco Michał Kwiatkowski duas vezes vencedor em 2014 e 2017. Em 2018 a corrida foi épica. Num terreno completamente encharcado onde o pó branco foi transformado em lama e numa prova atacada desde o seu início foi Tiesj Benoot (sim a sua cara estava irreconhecível, mas foi mesmo ele) que cruzou em primeiro a linha de meta na bonita Piazza il Campo. Um dos grandes momentos da temporada.
 
Benoot venceu em 2018
 

O percurso
 
Percuso Strade Bianche 2020
 

O traçado da edição de 2020 é idêntico ao percorrido nos anos anteriores. De Siena a Siena numa volta de 184km passando pelos já tradicionais Montalcino , Monte Sante Marie, troço de terra batida de 11,5km onde Fabian Cancellara está homenageado, o Le Tolfe a 12km da meta com os seus 18% de inclinação máxima em estrada não asfaltada e por fim os já famosos 700metros da Via Santa Catarina que são a porta de entrada para a Piazza del Campo berço da cidade de Siena , património mundial da UNESCO.
 
Últimos 20 km
 

O pelotão (ver starlist)

Poucas palavras para o pelotão que se irá apresentar na partida em Siena: um luxo!!!

Esta Strade Bianche tem a “carne toda no assador” :

Mathieu van der Poel, Wout Van Aert, Julian Alaphilippe, Michal Kwiatkowski, Jakob Fuglsang Tiesj Benoot, Zdenek Stybar, Maximilian Schachmann, Michael Woods
Simon Clarke, Philippe Gilbert, Peter Sagan, Kasper Asgreen, Dylan Teuns
Davide Formolo, Alexey Lutsenko, Greg Van Avermaet, Bob Jungels, Gianni Moscon…

Impossível fazer previsões. Os 5 meses de paragem forçada podem trazer muitas surpresas e as competições virtuais não serão certamente um bom indicador da forma atual do pelotão.

A presença portuguesa será assegurada pelo poveiro Rui Costa.
 
Wout van Aert - via Santa Catarina
 

A Strade Bianche não faz parte dos “monumentos do ciclismo” nem saberemos se um dia irá ser o 6º monumento. Mas uma coisa temos a certeza. A rampa da Via de Santa Catarina não é o Koppenberg , a Trouée de Arenberg , o Poggio, La Redoute ou o Muro di Sormano , mas nos últimos anos tem sido palco dos finais mais bonitos a que temos assistido . Quem não se lembra de Sagan entrar á morte em 2014 para depois ser ele a morrer ao primeiro esticão de Kwia? Ou de Brambilla que andou isolado uma prova inteira para depois ser “comido “por Cancellara e Stybar nos metros finais? Ou do sofrimento de Wout van Aert que colapsou fisicamente? Começam a ser 700m com muita história.

A Strade Bianche está a fazer o seu caminho para a história. Devagar para não escorregar. Pois as estradas brancas da Toscana são perigosas e qualquer erro pode ser fatal. Até agora a Strade Bianche nunca falhou. Foi sempre espetacular!!!
 
Boas pedaladas !
AT